20/02/2005
Hoje mostrei a carta que o Nathan deixou pra mim, disse que o Bryan tinha encontrado. Dei ela pra minha mãe. Não vou ler, não quero saber o que tinha lá, ou a explicação que ele iria dar. Não tem justificativa, porque ele não me falou? Ele era meu irmão e sabia de tudo que doía aqui dentro de mim. Porque ele não se importou? Porque ele simplesmente quis desistir?
Eu sei que minha mãe nunca foi a melhor mãe do mundo,e que ela nunca fez o que uma mãe faz com seu filho. Mas ele tinha a mim,e mesmo assim não se importou. Minha mãe chorou quando a entreguei a carta. Hoje decidi me divertir, fui pra boate com o Bryan, decidi guardar toda essa dor, sufocá-la ao Maximo, como quando meu pai também foi embora. Todos um dia se vão não é? Então porque me preocupar, eu também irei um dia.
O Bryan me beijou, agi como não ligasse como se ele fosse apenas um garoto qualquer. Mas na verdade foi bom, foi algo que me fez esquecer tudo por alguns minutos. Amanha não vou agir como uma garota que o beijou, vou agir naturalmente como sempre agir, e fingir que ainda o odeio mais que antes!
Boa noite querido amigo otário..Amanhã será bem longo o dia!
Nada havia melhorado. Karolyne ainda estava abalada com a morte do seu irmão. Quando acordou, não conseguiu se conter e simplesmente chorou, chorou até não aguentar mais. Passou a manhã toda no quarto se sentindo sozinha como se não tivesse ninguem para ajuda-la.
- Kah
Karolyne teve um susto mas se cobriu fingindo que estava dormindo. A porta foi se abrindo lentamente.
- Vamos acorde, sei que nem está dormindo na verdade
- Não é da sua conta Bryan – Falou continuando de olhos fechados
- Vai kah - Falou ele sentando-se na cama e balançando seus pés - Por favor. sim?
- Somos amigos agora? – Disse Karolyne sentando e se afastando dele
- E não eramos antes?
- Nunca fomos nada. É só porque meu irmão decidiu morrer, isso logo vai passar. Devia parar de tentar ser legal ou se importar comigo certo? – Falou ela levantando – Eu estou bem
- Não parece
- tchau Bryan – Ela saiu do quarto o deixando sozinho e sem palavras.
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