domingo, 14 de novembro de 2010

Minha vida no papel (11º)


             

           Eu odiava estudar. Estava tentando me esforça iria terminar os estudo e pretendia ser um cara feliz que teria uma família legal. Todos queria ser médicos, advogados, eu não era do tipo que pensava ser grande demais, eu apenas queria me formar e ter um hobby, basquete, era melhor nisso do que dizer eu te amo pras garotas, porque pelo menos no basquete eu era verdadeiro.
              Quando chegamos no segundo semestre, eu não estava mais namorando com nenhuma garota, Paula estava mais próxima de mim, e acabou afastando as garotas de mim. Ela era super gente boa popular, e linda, as garotas gostavam muito dela, e por isso achavam que estávamos namorando, e se afastaram  pouco de mim.
           - E ai Paula vamos ao cinema? – Desde que ficamos mais próximos, não conversamos muito sobre a gente,era mais de coisas de estudos, o diretor colocou ela pra me ajudar a melhorar nos estudos, na verdade todos os caras do basquete tiveram eu arranjar alguém, eu não queria ninguém, então fui obrigado.
          Paula sempre que me encontrava tinha que levar um relatório pra o professor, e eu acabei me ferrando por causa da minha teimosia!
         - É, vamos sim – Ela sorriu
         Eu fiquei meio sem graça, parecia feliz pelo sim, meio nervoso não sabia o que fazer. Era Paula cara, a garota que eu tava afim.
         - Ta então eu venho te pegar aqui as 20:00hs, vou pedir o carro da mamãe.
         - Não precisa vamos a pé mesmo andando vendo a noite, é legal e romântico, isso é um encontro né? – Ela falou bem natural, enquanto eu estava tentando ainda me acalmar
          - É, eu acho que sim. – Gaguejei um pouco, eu estava sem entender porque justo eu nervoso, eu a conhecia a tanto tempo, já tinha até a beijado, porque isso agora?
          - Então até mais tarde – Ela veio até mim e me beijou no rosto. Ela sorriu meio envergonhada.
          O que era aquilo ela estava tentando me enlouquecer?, porque ela parecia nervosa, que garota doce e sensível. Não existem garotas assim, pelo menos não além da Paula!
          No caminho pra casa encontrei os caras,ficamos um pouco na praça colocando o papo em dia. Eles zoaram de mim quando contei que iria ao cinema com a Paula, disseram que eu estava mudando, mas era bom que era com ela.
          - Você gosta dela cara... não melhor, você ama ela! – Vitor sorriu
          - Não cara é só uma garota, faz tempo que não saio com uma garota ne?
          - A ta, e você escolheu ela?, você não vai beijá-la como você beijava a Kathy, ou as outras, tipo com ela você não vai ter outras coisinhas, você sabe ne? – Disse o bruno
           - Admite cara, somos amigos a tempos, é ela ne?, ela é sua exceção aquele que você sempre diz. “Não cara sempre tem a exceção, essas aqui não são” – Tony falou me imitando.
            Me despedi deles, e saí rindo do que o Tony tinha falado. Mas no fundo eu concordava com eles, só não queria admitir.

Um comentário: