segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Minha vida no papel (2º)

       

      No dia seguinte  acordei em uma casa onde se encontrava pessoas que nunca tinha visto.
        - Você acordou meu amor! – Ela sorria radiante, mas naquele sorriso tinha um pouco de tristeza e eu parecia sentir aquela dor que tava dentro dela!
        - Onde a gente ta, mãe? – Cocei o olhos
        - Em casa me amor!
        Aquilo era difícil de se ouvir, mas eu não queria magoar ela e nem queria ter que chorar como uma criança!
        Me acostumei a tudo. Senti falta das minhas irmãs, do meu pai de tudo! Mas guardei tudo aquilo dentro de mim. Via minha mãe conversa com minha avó sempre:
     “- Ele não pergunta nada, ele ne fala do pai, eu pensei que responder perguntas, mas ele não as fez mamãe, fico muito feliz por isso, ma sinto que não é isso que ele quer, sinto q ele tem perguntas a fazer, e sinto que ele me ver sofrer !”’
      Ouvia aquilo sempre, e minha mãe chorava muito a noite, eu queria saber e entender, o porque daquilo. Mas eu tinha medo, medo da resposta, medo de saber o eu não queria e de fazer minha mãe sofrer mais!
        Mas eu cresci . Mudei . Não tinha amigos do tipo que minha mãe sonhava, ou queria que eu tivesse. Meus amigos era do tipo: “to contigo pra tudo, morrer e MATAR!”

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